O mar arrebenta e consola

Um pai em forma de infinito

Um pai que mora com a mãe dentro

É dual

Como eu um poço de sal

Traz a raiva e a compreensão

Cura e queima

Leva e trás

Ele toca manso

Ele toca intenso

É dual

Não pediu pra existir

Ele existe, ele abraça

O mar é o mar

Tem tanto que não precisa explicar

É o que toca, é como vive

Como se move

Salpicam conchinhas no solo ardente e seco, quando batem as gotas salgadas que pingam dos dedos molhados, logo evaporam, o solo seco é como um coração endurecido, há de ser e se molhar constantemente de água boa pra que se amoleça de verdade. …

Texto curatorial para Individual de Larissa de Souza pela Galeria Hoa

A reza de mãe, o conselho de vó, a brincadeira entre crianças, a dança com chamego se traduzem em fé, ancestralidade, infância e afeto abordadas como temáticas transbordantes e convidativas nas telas de Pertencimento, individual da artista autodidata Larissa…

RESUMO

Este ensaio tem como foco a subjetividade presente na produção artística de pessoas autodenominadas negras brasileiras na contemporaneidade, observando como suas manifestações artísticas propõe de maneira reflexiva e afetuosa a humanização dessas pessoas. Com o objetivo de promover um olhar menos estereotipado de suas subjetividades, desdobraremos exemplos de composições…

Jess Vieira

Artista visual, pós-graduanda em Estudos Brasileiros pela FESP-SP https://jessvieira.com

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