2 de fevereiro de 2020

O mar arrebenta e consola

Um pai em forma de infinito

Um pai que mora com a mãe dentro

É dual

Como eu um poço de sal

Traz a raiva e a compreensão

Cura e queima

Leva e trás

Ele toca manso

Ele toca intenso

É dual

Não pediu pra existir

Ele existe, ele abraça

O mar é o mar

Tem tanto que não precisa explicar

É o que toca, é como vive

Como se move

Artista visual, pós-graduanda em Estudos Brasileiros pela FESP-SP https://jessvieira.com